segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

   A música. Ela é o fim, o bem e o mal. Peculiar, aquela que portou meu ódio, infame destituída de compaixão. Os acordes imperfeitos, outrora de beleza de inviável descrição... Destruíram o impalpável que a curiosa sinestesia proporcionava. Algo de conforto aliado ao palpitar subversivo dos caminhos que desconheço, dentro das obscuridades de meu ser. Quanto ódio e melancolia associaram-se à dita! De repente vem à mente sua oposta... Cogitei semelhante, tão semelhante em determinado momento do inalterável passado. Inacessível passado. Sua oposta me fere, tamanha perfeição de inigualável significado. Era minha, somente minha. Já não sei se ainda é, dúvida que corroe. Mas se foi ainda é, é em um instante específico que deixou de ser no então agora. Se foi ainda é, independente de minha vontade, pois do contrário eu não teria me tornado o que sou, ainda que em certas nuances imperceptíveis aos demais. Porque é parte de mim agora.

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